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Ichi the killer (2001)


Outros títulos: 殺し屋 1, Koroshiya Ichi, Ichi: O Assassino
Diretor: Takashi Miike
Duração:  129 minutos
País de origem: Japão
Áudio: Japonês | Legenda: Português

Sinopse: Anjo, um chefe da máfia japonesa, a Yakuza, desaparece com três milhões de ienes. Os membros de sua gangue, liderados pelo masoquista Kakihara, saem em busca de Anjo, mas os métodos extremamente violentos do novo líder acabam chamando a atenção negativamente de gangues rivais. Tudo piora quando ele contrata o misterioso assassino psicopata Ichi, controlado por um policial aposentado.

Esse é um filme a pedido, e a revisão foi escrita por Victor Fermino (2018), como não estou com tempo para assistir, e nunca o vi, não sei o que dizer, se é bom ou mediano, acredito que pelo fato do diretor ser o próprio Takashi Miike, para quem gosta vale a pena!
Ichi the Killer é baseado num mangá de mesmo nome que circulou no fim do século passado, escrito por Hideo Yamamoto. Como ambas as obras seguem a mesma sinopse, vou simplificar: Ichi é um rapaz com problemas psicológicos que é usado por um “mafioso” para dar conta de outros mafiosos, porque o fato de ter problemas mentais fez com que ele se tornasse um lutador extremamente ágil e habilidoso, capaz de trucidar dezenas de homens em minutos, ainda mais quando usa uma roupa especial para matar mafiosos. E do outro lado da história, temos Kakihara, o loiro cicatrizado da imagem acima: Kakihara é um membro importante do grupo que Ichi costuma fatiar, mas não é um membro qualquer; ele é cruel, violento, habilidoso e demonstra um masoquismo doentio. Mais do que isso, Kakihara idolatra dor e sofrimento, tanto dele quanto de outras pessoas.
Com um ambiente estabelecendo uma grande quantidade de figurantes prontos para morrerem de formas horrendas nas mãos de dois psicopatas, qualquer diretor faria um filme de ação, mas a adaptação de Ichi the Killer acaba providenciando um insight da personagem realmente interessante: Kakihara.
Segundo a narrativa do filme, Ichi é uma lenda; ele é a personagem titular mas não passa de um problema para Kakihara e sua gangue. No início, há problemas maiores, e nós, espectadores, somos servidos com um banquete de sangue e violência que, para Kakihara, são banais, mas não da mesma forma que seriam se o filme retratasse a perspectiva de Ichi.
Ichi é, para todos os fins, um super-herói: ele consegue facilmente esquartejar qualquer criatura que cruze seu caminho, usando as lâminas nos seus sapatos, e usa uma roupa especial que o faz parecer ridículo. Sua única fraqueza é o fato de ser, por dentro, uma criança manipulável e instável. Se Ichi fosse o foco do filme, teríamos sequências de ação rápidas e frequentes com um eventual clímax onde Kakihara potencialmente usaria a fraqueza de Ichi contra ele (nesse caso, uma garota, já que os problemas do rapaz são atribuídos a inibição de sexualidade), para só então ser derrotado.
Mas o filme não é assim. Enquanto o mangá de fato retratava Ichi de forma mais humana, talvez devido à duração, Takashi Miike teve que condensar o enredo, e com isso, estabeleceu a narrativa do ponto de vista do mafioso cruel, mas ainda assim, humano.
Veja, é um filme de 2001, época de experiências muitas vezes falhas de integração de efeitos visuais práticos com efeitos computadorizados. Ichi the Killer ainda tem muito sangue de molho de tomate digital, mas a forma como a violência é retratada acaba entretendo. Isso porque a maioria das mortes não tem impacto emocional por si (são mafiosos, afinal), mas porque elas são simplesmente essenciais à rotina do filme.
Rotina?
Sim. Rotina. Como dito acima, Kakihara é um criminoso, mas um trabalhador ainda assim (boa parte do filme é sobre a jornada em busca de seu chefe, Anjo), morte e tortura são rotina. E assim como em Visitor Q, o filme acaba te deixando confortável nesse ambiente macabro, que tem sua própria lógica doentia e suas personagens vindas de um submundo que ninguém gostaria de visitar na vida real.(medium.com)
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